Maria dos Santos Albino que completou 100 anos, em 18 de outubro deste ano. Nasceu na cidade de Gaspar em 1907. Filha de Francisca dos Santos e Alberto Magno dos Santos. Trabalhava na roça com seus pais e irmãos, plantava mandioca, milho, cana-de-açúcar e feijão.
Após a morte da mãe que faleceu aos trinta anos, de febre espanhola e Maria teve que cuidar de seus onze irmãos. Tinha apenas 11 anos quando isso aconteceu. “O mais novo só sentava. Eu ajudei a criá-lo” disse, ao lembrar da morte da mãe.
“Meu pai que sabia um pouco mais me ensinou a ler” disse orgulhosa, mas foi lendo a Bíblia e cantando que ela realmente aprendeu.
“Quando eu era mais nova dizia que nunca ia me casar. Eu não era uma moça bonita”, afirmou a pequena senhora sentada no sofá. Com o primeiro marido, ficou casada por 13 anos e teve três filhos. Depois de algum tempo, casou com Antônio João Nogueira e com ele teve nove filhos.
Morou na cidade de Penha, Ilhota e em julho de 1961 veio para Itajuba, Barra Velha. O filho mais novo lembra como era o bairro, que ainda não era Itajuba. “Aqui quase não morava ninguém, apenas algumas famílias, Todas distantes umas das outras” disse Antônio dos Santos, 54 anos um dos filhos que cuida de dona Maria junto com a esposa Dirce. “Ele tem muita história para contar” disse a esposa.
Dona Maria não gosta de leite de vaca em caixinha. “Tenho que comprar leite puro para ela”, disse o filho. Quando mais nova gostava muito de pirão. Agora com 100 anos come pouco, mas continua saudável. “Ela tem a pressão normal, colesterol e diabetes tudo em ordem”, disse Antônio.
“Minha maior alegria é quando recebo visita. As mulheres da Igreja sempre aparecem para me visitar” disse quando questionada sobre as alegrias da vida. “Esses dias meus netos estiveram aqui. Tiraram fotografias também”, lembrou depois de algum tempo.
“Minha maior alegria é quando recebo visita. As mulheres da Igreja sempre aparecem para me visitar” disse quando questionada sobre as alegrias da vida. “Esses dias meus netos estiveram aqui. Tiraram fotografias também”, lembrou depois de algum tempo.
Ela fica sentada na sala e para descansar deita na cama de seu quarto. Antes, gostava de assistir televisão e bordar, mas como os olhos já não são mais os mesmos. Prefere ficar quietinha na sua poltrona e esperar por visitas. Quando jovem trabalhou muito na roça junto com o marido e os filhos.
Hoje emocionada chora depois de contar da vida sofrida. O filho mais velho chega e então vou embora. Dona Maria pede um abraço apertado e nova visita.
(Dona Maria morreu no mesmo ano em que a entrevista foi feita.)
(Dona Maria morreu no mesmo ano em que a entrevista foi feita.)
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