Mostrando postagens com marcador arte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arte. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de julho de 2010

A artista plástica Ane Fernandes instiga arte

Uma sala típica dos tijolinhos da Univali, acadêmicos de jornalismo e uma apresentação.Os que chegaram mais tarde estranharam a presença atípica de um mulher de estatura mediana com cabelos médios e muita historia para contar. Quem foi a aula no dia 8 de setembro de 2009 na sala do oitavo período de jornalismo prestigiou a apresentação da artista plástica Ane Fernandes, atual coordenadora dos projetos da Fundação Cultural de Itajaí e coordenadora do Setor de Arte e Cultura da Univali. 

Uma introdução sobre o Breve Histórico da Estética contada de trás para frente, começando com o contemporâneo e finalizando com o artesanato. Artistas como: Ron Mueck, Lucien Freud, Sergio Ferro, Basquiat foram as pecas chaves para o bate papo que aconteceu entre risos e olhos atentos as imagens expostas na tela.

A duvida lançada sobre o que é arte e o que é artesanato fez com que os acadêmicos pensassem de maneira diferente o que ela representa hoje. A arte contemporânea pode ser vista em livros: nos quadros de Monet ou Picasso. E nas ruas: nos grafites instigantes dos Gêmeos. O reconhecimento dos artistas e as mais diversas formas de apresentações culturais que explicam a arte por ela mesma.

Mas artesanato é arte?
“Depende de onde você encontra e de que forma ele é apresentado. Tudo pode ser arte até que provem o contrario”, esclareceu Ane Fernandes ao ser questionada por uma das acadêmicas. “O homem não faz arte porque quer, as porque necessita”, completou Ane ao dizer que a arte existe sem que nos esforcemos para que ela aconteça. O mundo em que vivemos vai muito alem da realidade do cotidiano.

Olhos atentos as telas desconhecidas e aos nomes diferentes apresentados aos estudantes de comunicação, iniciantes cheios de curiosidade sob o mundo colorido disperso entre os arranha-céus. A sociedade consumista também foi tema das explicações da artista plástica que encerrou a noite esclarecendo duvidas da platéia.

(Texto produzido para a disciplina de Jornalismo Especializado)

Resenha doc: Jogo de cena, Eduardo Coutinho


Um anúncio de jornal e muitas histórias para contar. Foi assim que começou a realização de um projeto a caráter de Eduardo Coutinho, um dos melhores documentaristas brasileiros em atividade. Em junho de 2006, das oitenta e três mulheres que contaram suas vidas em um estúdio após a resposta ao anuncio de Coutinho apenas vinte e três delas foram selecionadas e filmadas no Teatro Glauce Rocha. Em setembro daquele ano, algumas atrizes interpretaram as mesmas histórias.

Jogo de Cena é um longa-metragem de Eduardo Coutinho que desde o início da carreira divide suas obras entre o estilo da ficção e do documentário. Depois da passagem pelo programa Globo Repórter, na década de 70 optou pelo segundo. Cabra Marcado para Morrer tornou-se um clássico do cinema brasileiro na década de 60. Recentemente, lançou cinco filmes em seis anos: Santo Forte (1999), Babilônia 2000 (2000), Edifício Master (2002), Peões (2004) e O Fim e o Princípio (2005). Coutinho ainda é o autor dos documentários Santa Marta: Duas Semanas no Morro (1987) e Boca de Lixo (1992).

A obra conta a vida de mulheres comuns e faz uma linha tênue entre o que é real e o que é interpretado pelas atrizes que se dispuseram a contar aquelas histórias. Uma interpretação digna de brasileiras conhecidas por todos em novelas e minisséries nacionais. Tudo gravado e misturado é a impressão que temos ao ver as mesmas histórias contatas pela fonte (vida real) e pelo observador (intérprete), mais ou menos o que acontece no mundo do jornalismo. As histórias contadas são interpretadas de diversas maneiras dependendo da vivência e observação de cada um.

Uma belíssima obra que põe em dúvida o real e o imaginário. O que realmente somos? Observados ou observadores?

(Texto produzido na disciplina de Jornalismo Especializado)